Retina e Vítreo

Descolamento de Retina 

O que é?

Descolamento de retina é uma doença caracterizada pela separação de duas camadas da retina, quando a parte sensorial (relacionada com a visão) se separa da camada pigmentada da retina, que é o epitélio pigmentar (relacionada com a nutrição da retina sensorial).

Tratamento

Se não tratada imediatamente geralmente leva a perda total de visão. O tratamento é somente cirúrgico, não há medicamento, vitaminas, colírios ou exercícios que façam a retina colar novamente.

 Sintomas

Flashes de luzes;

Manchas escuras se movendo (moscas volantes);

Perda parcial de visão;

Surgimento de pequenas manchas, em tom roxo, nas regiões periféricas da visão.

 Cirurgia

A vitrectomia, por ser um procedimento usado para tratar diferentes doenças, pode durar desde 30 minutos a 3 horas. É realizada sob anestesia local e com sedação leve.

 Pós-operatório de cirurgia de Descolamento de Retina

  • Os primeiros 40 dias são cruciais, siga rigorosamente a orientação do seu médico.
  • Primeiro retorno ocorrerá no dia seguinte para medição da PIO
  • Evitar esforços físicos como carregar peso ou praticar esportes por no mínimo 30 dias.
  • Não esfregar;
  • Não coçar;
  • Usar os colírios nos horários recomendados conforme receita médica, colocando uma gota de cada vez, com intervalo de 10 minutos quando coincidir horário de mais colírios.
  • Não faltar aos retornos agendados.
  • Nos casos em que forem colocados gás ou óleo, geralmente é necessário manter a cabeça em determinadas posições (na maioria das vezes, olhando para baixo) durante um período a ser determinado por seu médico (varia de 5 a 30 dias, em média).
  • O ganho de visão final dependerá de vários fatores inerentes à doença de origem, à visão imediatamente antes da cirurgia, ao tempo entre diagnóstico e vitrectomia (especialmente, nos casos de descolamento de retina), ao sucesso do procedimento e aos cuidados do paciente no período pós-operatório.

Retinopatia Diabética

O que é?

É causada pela deficiência do hormônio insulina nos diabéticos. Existem duas formas de retinopatia diabética: não proliferativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão.

Retinopatia Diabética com edema macular: ocorre quando há hemorragias e as gorduras afetam a mácula.

Retinopatia Diabética Proliferativa: ocorre quando a doença atinge os vasos sanguíneos da retina, causando a proliferação de novos vasos anormais. Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em consequência de um descolamento de retina.

 Tratamento

A Retinopatia Diabética pode ser tratada por colírios, fotocoagulação a laser e Aplicação de Anti-VEGF e cirurgia. É necessário estar com os níveis de glicemia sobcontrole.

Sintomas

Doença silenciosa aos olhos de quem tem diabetes e que pode levar à cegueira.

Nos estágios iniciais, pode não haver sintomas.

  • Distúrbio de visão;
  • Perda de visão;
  • Visualização de pontos;
  • Visão distorcida ou visão embaçada;

 Cirurgia

A vitrectomia, por ser um procedimento usado para tratar diferentes doenças, pode durar desde 30 minutos a 3 horas. É realizada sob anestesia local e com sedação leve.

 Pós-operatório de cirurgia de Retinopatia Diabética

  • Primeiro retorno ocorrerá no dia seguinte para medição da PIO
  • Evitar esforços físicos como carregar peso ou praticar esportes por 30 dias.
  • Não esfregar;
  • Não coçar;
  • Usar os colírios nos horários recomendados conforme receita médica, colocando uma gota de cada vez, com intervalo de 10 minutos quando coincidir horário de mais colírios.
  • Não faltar aos retornos agendados.
  • O ganho de visão final dependerá de vários fatores inerentes à doença de origem, à visão imediatamente antes da cirurgia, ao tempo entre diagnóstico e vitrectomia (especialmente, nos casos de descolamento de retina), ao sucesso do procedimento e aos cuidados do paciente no período pós-operatório.

Buraco Macular

O que é?

O buraco macular é uma doença que afeta a Mácula, que se localiza no centro da retina, formando um buraco crescente, diminuindo a acuidade visual central, sem alterar a visão periférica. Nos estágios iniciais pode haver recuperação total da visão dos pacientes, por isso é necessário procurar anualmente um oftalmologista.

 Tratamento:

O tratamento para o Buraco de mácula é cirúrgico.

 Sintomas:

  • Baixa percepção visual
  • Distorção na imagem dos objetos
  • Visão dupla
  • Dificuldade para leitura

Cirurgia

A vitrectomia, por ser um procedimento usado para tratar diferentes doenças, pode durar desde 30 minutos a 1 horas. É realizada sob anestesia local e com sedação leve.

 Pós-operatório de cirurgia de Buraco Macular

  • Primeiro retorno ocorrerá no dia seguinte para medição da PIO
  • Evitar esforços físicos como carregar peso ou praticar esportes por 30 dias.
  • Não esfregar;
  • Não coçar;
  • Usar os colírios nos horários recomendados conforme receita médica, colocando uma gota de cada vez, com intervalo de 10 minutos quando coincidir horário de mais colírios.
  • Não faltar aos retornos agendados.
  • Nos casos em que forem colocados gás, geralmente é necessário manter a cabeça em determinadas posições (na maioria das vezes, olhando para baixo) durante um período a ser determinado por seu médico (varia de 5 a 30 dias, em média).
  • O ganho de visão final dependerá de vários fatores inerentes à doença de origem, à visão imediatamente antes da cirurgia, ao tempo entre diagnóstico e vitrectomia (especialmente, nos casos de descolamento de retina), ao sucesso do procedimento e aos cuidados do paciente no período pós-operatório.

DMRI – Degeneração Macular Relacionada Idade

O que é?

É uma doença que acomete a área central da retina, a mácula, a região mais nobre da retina, responsável pela visão central e detalhada que permite as pessoas enxergar o que esta a sua frente. Os danos a macula são irreversíveis, quanto mais cedo for diagnostica e tratada melhor serão as chances no tratamento.

Para a prevenção é necessário o uso de óculos com proteção UVA e UVB, vitaminas, antioxidantes, não fumar e ter uma alimentação saudável.

DMRI Seca:

Caracteriza-se pelo acumulo de proteína e gorduras que formam drusas na região macular, o que leva a degeneração. Cerca de 90% das pessoas apresentam esse tipo.

DRMI Úmida:

Caracteriza-se pela formação anormal de vasos sanguíneos fracos na retina, que podem ocorrer hemorragias, afetando a mácula. Cerca de 10% das pessoas apresentam esse tipo.

Tratamento

Antiangiogênicos

 Sintomas

Uma doença silenciosa e principal causa de cegueira mundial em pessoas acima dos 60 anos

  • Imagens distorcidas
  • Área escura ou vazia no centro da visão
  • Visão embaçada
  • Distorção de linhas retas
  • Dificuldade para dirigir, assistir à televisão, usar o telefone, ler e/ou reconhecer pessoas.

Antiangiogênicos

Tratamentos com antiangiogênicos são aplicação de medicamento intraocular com agentes terapêuticos que tratam doenças graves como a retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade. Os mais conhecidos são o Avastin, o Lucentis e Eylia.

O tratamento de doenças da retina realizado por esses medicamentos tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.

O tratamento consiste em três injeções mensais e após isso, o tratamento poderá ser estendido ou não, dependendo do resultado do organismo.

Avastin® (bevacizumab) é um anticorpo monoclonal que bloqueia um fator de crescimento denominado “VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A).

Lucentis® (ranibizumab) é um fragmento de anticorpo monoclonal que bloqueia um fator de crescimento denominado “VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A).

Eylia® (aflibercepte) interrompe o crescimento de novos vasos sanguíneos anormais no olho e reduz a quantidade de fluido e de sangue que vazaram para dentro da retina.